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  Exterminador de gordura
Que tal eliminar pneuzinhos sem apelar para cirurgias nem aumentar a velocidade da esteira? É o que promete um aparelho de ultra-som, que detona as células gordurosas

por Françoise Gregório

Verdade seja dita: por mais inovações que a lipoaspiração tenha apresentado nos últimos anos, ela continua sendo uma cirurgia, com todos os seus riscos, cânulas e agulhas. Sem falar da necessidade de anestesia e no pósoperatório, que é bem chatinho. Pensando nesses inconvenientes, alguns especialistas não poupam esforços para tentar criar métodos que ajudem a esculpir a silhueta, do jeitinho que todo mundo sonha: sem dor, nem cortes e de forma rápida. E os resultados já estão surgindo. Há seis anos, pesquisadores israelenses começaram a desenvolver um tratamento para derreter as células de gordura por ultra-som. Hoje, essa tecnologia está sendo usada em 37 países e, no fim do ano passado, desembarcou por aqui.

Segundo a dermatologista Karla Assed (RJ), uma das primeiras a realizar o método no País, é um tratamento com garantia de bons resultados e tecnologia de ponta. "Apesar da potência das ondas sonoras emitidas pelo aparelho, elas atuam apenas sobre o tecido adiposo, não há nenhuma lesão vascular ou nervosa nem queimação. O procedimento não é invasivo e é indolor. Dispensa cortes ou introdução de medicamentos; tudo é feito com a ação do chamado ultra-som focal", explica Karla.

A técnica mal foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já virou febre. Em algumas clínicas, houve até fila de espera para detonar as gordurinhas com o novo equipamento. E algumas celebridades andaram espalhando por aí que aderiram à novidade. Xuxa e Débora Secco são algumas das famosas que estão exibindo novos contornos, graças ao ultra-som focal. Assim como as estrelas, a administradora de empresas Daniella Delfino (SP), de 38 anos, não perdeu tempo e recorreu ao tratamento para dar cabo de um inconveniente estético que a incomodava bastante.

"Após uma minilipo, meu abdome ficou com algumas irregularidades. Durante dois anos me submeti a retoques e a vários tipos de tratamentos para tentar amenizar o problema, em vão. Morria de vergonha de ir à praia ou de usar uma blusinha mais curta. Quando me sugeriram a técnica, achei que seria apenas mais uma tentativa. Mas nunca vou esquecer do momento em que levantei da maca, após a primeira sessão. Olhei para baixo e já dava para ver a diferença. Também exterminei as gordurinhas da cintura e ficou ótimo!", comemora.

Ondas poderosas
Segundo um estudo americano realizado com 137 pacientes que utilizaram o método - e apresentado no último Congresso da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica -, em apenas uma aplicação, é possível diminuir as medidas da região tratada em até dois centímetros. Pois foi exatamente esse o resultado atingido pela administradora de empresas Alessandra Campiglia (SP), de 40 anos. "Fiz o tratamento no abdome, para tirar uma gordurinha teimosa, logo acima do umbigo, e que não saía nem com as aulas de ginástica localizada e pilates. Já na primeira sessão, consegui uma redução de dois centímetros! Fiquei tão satisfeita que estou pensando em fazer na cintura", planeja.

"Em apenas uma aplicação, é possível diminuir as medidas da região tratada em até dois centímetros"

Mas como é possível perder medidas em tão pouco tempo, eliminando gordura e não água, como já vimos em muitos tratamentos? As ondas sonoras de alta potência e baixa freqüência - como as utilizadas para destruir pedras nos rins - são direcionadas a um ponto específico do corpo, que é previamente demarcado, fotografado e passado para o computador. O equipamento, através de um programa específico, vai estipular o número de disparos para destruir o alvo: as células de gordura. Segundo a dermatologista Adriana Awada (SP), o tecido adiposo destruído e os resíduos resultantes do processo são eliminados naturalmente, ao serem transportados pelo sistema circulatório e linfático do corpo e expelidos na urina e nas fezes. E o paciente permanece acordado durante toda a sessão. "Ele pode ficar lendo uma revista enquanto é realizado o procedimento e depois trabalhar normalmente", comenta Karla.


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