Assim pode ser chamado Eduardo Acácio Silva, 37 anos. O analista de banco de dados, que há três anos pesava 116 quilos, deixou para trás os três dígitos na balança, assim como os quilômetros que ele tem percorrido nas maratonas e que já lhe renderam 56 medalhas. Sim, ele se transformou num atleta ao encarar os obstáculos da obesidade. Por meio de reeducação alimentar e do prazer pelo esporte, eliminou 34 quilos e conquistou seus maiores prêmios: saúde e mais alegria de viver!
O ganho de peso começou a partir do casamento. Eduardo tinha 21 anos e um apetite fora de controle. Foi exatamente nesse período que a obesidade dava os primeiros sinais de que faria parte da sua vida. "Nessa época, comia facilmente uma pizza inteira e três Big Mac's. Misturava os alimentos e "devorava" a maior quantidade possível. Cometia verdadeiras loucuras", conta.
Essa rotina, somada ao sedentarismo, se manteve até os seus 34 anos. Foi quando a balança "gritou" 116 quilos. Apesar do peso, a vida familiar e profissional prosseguia normalmente, até que um belo dia... "Voltando para o trabalho, depois de um 'almoço de pedreiro', comecei a me sentir mal e a colega que me acompanhava reparou minha palidez. Depois veio a falta de ar que se estendeu por algum tempo. Nes- se mesmo dia, ela me alertou relacionando, entre outros argumentos, as três palavras mágicas: 'você precisa emagrecer'!", relata.
A largada
Segundo ele, esse foi o "estalo" para repensar a sua condição naquele momento. "Nessa hora me perguntei o que estava fazendo com a minha vida. Eu tinha uma família, esposa e filhos para criar. Eles dependiam de mim".
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Medalha para o campeão! Ele venceu a batalha do emagrecimento e agora desfruta de uma vida mais saudável |
Então, o que fazer? Ele resolveu "encurtar" o caminho. "Meu primeiro impulso foi procurar auxílio profissional para realizar a gastroplastia. A redução de estômago resolveria o problema", decidiu. Mas o que ele não esperava ouvir foi dito pelo médico. "O especialista falou que jamais faria a cirurgia. Foi categórico ao dizer que eu deveria iniciar uma dieta e praticar exercícios. Indicou-me, então, um cardiologista e um endocrinologista", conta Eduardo. "Confesso que fiquei espantado com as suas palavras, mas, ao sair da sala, me dei conta de que se tratava do médico mais profissional que havia conhecido na vida. Percebi, sobretudo, que recorrer à cirurgia é a saída mais cômoda que um obeso pode ter", avalia.
Primeiros passos
Reconhecer que era preciso (e possível) mudar foi fundamental para iniciar o novo caminho que se apresentava diante dele. Após a consulta, percebeu que podia, sim, sair daquela condição. Mais do que isso, concluiu que o emagrecimento dependia exclusivamente do próprio esforço.
Com esse pensamento, Eduardo procurou os especialistas indicados e obteve o acompanhamento necessário. "Com o auxílio do endocrinologista, iniciei uma dieta e somente nos três primeiros meses tomei moderador de apetite. Depois desse período, continuei apenas com o cardápio recomendado. No início foi muito difícil. O almoço e o jantar eram os horários mais críticos, mas estava ciente que era preciso controlar. Pouco tempo depois me matriculei numa academia".
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