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Por que a gente engorda? Descubra!

publicado em 18 de de abril 2017 por Evelyn Cristine | comentar

Descubra por que a gente engorda e saiba como funciona o processo de emagrecimento para perder peso de maneira saudável e sem sofrer com o vaivém do ponteiro na balança!

Por que a gente engorda? Descubra!

Por que a gente engorda? Descubra!

O Ministério da Saúde adverte: o Brasil está ficando cada vez mais obeso. Segundo um balanço divulgado, foi revelado que mais da metade da população encontra-se acima do peso. De acordo com as autoridades da área, a culpa é da comida em excesso e do comportamento sedentário, ou seja, ingerimos mais calorias do que gastamos. Mas esses não são os únicos motivos que levam alguém a engordar. Fatores genéticos, ambientais e até emocionais ou psicológicos também são decisivos. Por isso, vale procurar um médico endocrinologista para averiguar o que, de fato, tem feito você engordar ou a está impedindo de emagrecer.

“A obesidade tem base genética e ambiental. Em ambos os casos é possível emagrecer, desde que haja mudanças dos hábitos alimentares e do estilo de vida, como a prática de atividade física orientada por profissionais de saúde”, explica Maria Angela Zaccarelli Marino, professora de endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC (SP).

Feitos os devidos exames e uma análise clínica para definir quais hábitos de vida podem estar prejudicando a boa forma da paciente, o médico irá propor uma dieta adequada a cada caso, com ou sem o auxílio de remédios. 😉

Profissionais das áreas de nutrição e educação física também podem colaborar para essa mudança de lifestyle indicando opções nutritivas de cardápio e séries fitness para tirar a pessoa do sedentarismo. Segundo Maria Angela, 30 minutos de caminhada por dia são fundamentais para a saúde, pois melhoram a gordura da cintura (visceral), o estado emocional, aumentam o bom colesterol e ainda ajudam a controlar a pressão arterial.

Os cientistas já sabem que há mais de 100 genes associados ao peso corporal. Eles atuam principalmente pelo sistema nervoso e afetam alguns aspectos da ingestão alimentar e do gasto energético. Neste ano, Rudolph Leibel, pesquisador da divisão de Genética Molecular da Universidade de Colúmbia (EUA), descobriu que em algumas populações acontecem mutações de um gene em especial: o MC4R, responsável por transmitir ao cérebro a informação de que o corpo deve comer menos e gastar mais energia.

Em outras palavras: quando ele para de agir corretamente, há um desequilíbrio e o resultado são quilos a mais na balança. “Mas, mesmo quando há predisposição genética ao aumento de peso, a combinação de outros fatores pode impedir que ela prevaleça”, ressalta Ricardo Abdalla, cirurgião do Hospital Sírio-Libanês (SP). “Os genes podem até determinar o gosto por atividade física, maior ou menor ação do metabolismo e controle da fome”, completa Daniel Lerário, endocrinologista do Hospital Albert Einstein (SP).

Mas será que é possível mudar a ação genética para chegar ao peso ideal? Lerário não descarta a hipótese. “Talvez seja difícil modificar os genes, mas a ciência descobrirá aos poucos o que leva as pessoas a engordar e, assim, criará mais alternativas terapêuticas.” Para Luciano Giacaglia, endocrinologista do Hospital das Clínicas (SP), enquanto esperamos pelas novas descobertas, é preciso investir em hábitos saudáveis e ter uma alimentação equilibrada.

O VAIVÉM DOS QUILINHOS

Você já deve ter percebido que há uma infinidade de opções de dietas por aí — algumas alternativas e outras já referendadas por estudos científicos. Mas, seja qual for o plano nutricional escolhido, é importante lembrar que aqueles regimes que fazem a pessoa passar fome, principalmente se forem adotados por um longo período de tempo, nunca são bem-vindos, pois comprometem a saúde e geralmente acabam provocando o temido ‘efeito sanfona’.

No livro O Peso das Dietas, a nutricionista francesa, naturalizada brasileira, Sophie Deram vai além e afirma categórica: “Dietas restritivas só ajudam a engordar”. Ela lembra que 95% das pessoas voltam ao peso inicial depois dos regimes, e defende a reeducação alimentar como o melhor caminho para emagrecer de forma saudável. “Obesidade é o acúmulo de excesso de gordura em tal extensão que a saúde pode ser negativamente afetada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E emagrecimento é quando esse excesso diminui sem afetar a saúde”, lembra Maria Angela.

Além da predisposição para oscilações de peso, sexo e idade, o vaivém dos quilinhos extras acontece com maior frequência em pessoas que são adeptas de dietas radicais, porque elas provocam no organismo uma redução do hormônio leptina (responsável pela saciedade) e um aumento de grelina (encarregada de estimular o apetite). “Como os dois atuam na regulação do metabolismo, isso acaba favorecendo o efeito sanfona. Ou seja, você fica mais suscetível à gula. Além disso, devido à falta de alimento, o organismo desenvolve um mecanismo de defesa que facilita o ganho de peso”, explica Luciano Negreiros, autor do livro Emagrecimente. E assegura: “Não adianta emagrecer o corpo sem mudar a cabeça. Se não modificar o pensamento, você pode engordar de novo e até mais”. Fica o alerta.

Coleção Revista Dieta Já! – Emagreça com Saúde
Dieta Funcional

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