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Pressão alta: conheça as 5 novas verdades

publicado em 23 de de junho 2017 por Evelyn Cristine | comentar

Saber cada vez mais sobre a pressão alta é uma forma de se proteger, já que esse mal mata 300 mil brasileiros por ano. Conheça a seguir as 5 novas verdades!

Pressão alta: conheça as 5 novas verdades

Pressão alta: conheça as 5 novas verdades

Ela ataca lenta e silenciosamente o corpo. É dessa forma que médicos se referem à doença. “De acordo com dados do Ministério da Saúde, um em cada quatro brasileiros (25%) é diagnosticado com hipertensão”, avisa Vagner Nakayama, clínico geral do Hospital e Maternidade São Cristóvão (SP). Se os dados já são preocupantes, tendem a piorar: o número de hipertensos nos países em desenvolvimento, como no Brasil, deverá crescer 80% até 2025, aponta um estudo feito por pesquisadores britânicos, suecos e norte americanos. Mas o pior é que só 10% dos brasileiros diagnosticados com o problema seguem o tratamento correto e 1/3 dos doentes nem desconfiam de sua condição clínica. “Pessoas obesas, diabéticas, sedentárias, estressadas, com histórico na família, consumidores de álcool em grandes quantidades, ou de sal em excesso, são as que apresentam maior risco”, avisa Luiz Aparecido Bortolotto, da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Pensando nisso, nós listamos para você pontos importantes para prevenção, diagnóstico e controle da pressão alta.

Pressão alta: conheça as 5 novas verdades

1. Mulheres sofrem mais

A dupla jornada (profissão e afazeres de casa) é uma dos responsáveis por isso, além da obesidade e do tabagismo. Mas ainda há a menopausa, que leva cerca de 80% das mulheres nesta etapa da vida a serem hipertensas. “Quando ela sai do período fértil, perde o estrógeno, protetor natural das artérias”, explica Marcus Malachias, cardiologista da SBC.

2. Anti-inflamatórios e analgésicos podem desencadear o problema

Um estudo norte-americano mostrou que remédios de uso corriqueiro, como o paracetamol e o ácido acetilsalicílico (AAS), aumentam o risco de hipertensão quando consumidos regularmente. Após dois anos de acompanhamento, pessoas que tomaram paracetamol cinco vezes por semana mostraram 34% mais probabilidade de ter hipertensão do que os demais. Já as que consumiram o AAS registraram aumento de 26%. Além disso, os anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno e naproxeno) intensificaram as chances de os pacientes sofrerem de pressão alta em 38%. “Isso porque os anti-inflamatórios inibem a produção de substâncias que dilatam os vasos para melhorar o fluxo sanguíneo”, explica Vagner Nakayama.

3. Suco de laranja ajuda a prevenir a pressão alta

Segundo um estudo brasileiro, a bebida reduz alguns dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, como obesidade, colesterol e hipertensão. Durante um ano de consumo diário, os que beberam mais suco de laranja (de 250 ml a 500 ml), apresentaram melhores resultados, como pressão normalizada e redução do colesterol. “Enquanto os alimentos ricos em sódio devem ser evitados, porque retêm mais líquidos no organismo e aumentam a pressão, os que possuem potássio (laranja, mamão e banana) podem ser consumidos fartamente por reduzirem os índices”, pontua Ivan Cordovil, cardiologista (RJ).

4. Após os 60 anos, os riscos aumentam

Isso ocorre porque os vasos sanguíneos tendem a enrijecer nesta época da vida. Com isso, as artérias perdem a elasticidade e elevam a pressão sanguínea. “Alguns idosos também costumam ser mais sedentários, mantendo uma dieta pobre em nutrientes e abusando no consumo do sal, o que piora o quadro”, diz Newton Rodrigues, cardiologista do Hapvida Saúde (BA). Então, mantenha a atenção! É indicado ingerir, no máximo, 4 col. (café) rasas de sal ao dia, evitar embutidos e enlatados, seguir uma dieta balanceada, além de praticar exercícios físicos.

5. Uma vida solitária leva à hipertensão

De acordo com pesquisadores norte americanos, a solidão deixa as pessoas propensas ao problema, ainda mais aquelas com mais de 50 anos. Essa associação ficou evidente nos dois primeiros anos da pesquisa, mas ao longo do estudo, mesmo os níveis mais modestos de isolamento já foram suficientes para provocar um aumento significativo da pressão arterial. “Fatores ambientais, como o estresse psicossocial, disparam a doença, assim como a depressão e a ansiedade”, defende o médico Marcus Malachias.

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* Matéria extraída da revista 7 Dias – Ed. 697

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