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Saiba quais exercícios são recomendados para quem sofre de pressão alta

publicado em 16 de de maio 2017 por Evelyn Cristine | comentar

Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) mostram que a hipertensão arterial atinge, em média, 30% da população brasileira. Entre os idosos, esse percentual sobe para 50% dos adultos acima dos 60 anos. A doença é responsável por 40% dos infartos e 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) que ocorrem no país. Há tempos, pesquisadores e profissionais da área da saúde vêm estudando medidas para reduzir esses números e o risco à população, como, por exemplo, as campanhas para redução do sal na alimentação, um dos principais vilões causadores da hipertensão.

Mais conhecida como “pressão alta”, a doença acontece quando a pressão do fluxo de sangue sobre os vasos sanguíneos é persistentemente acima dos valores considerados adequados. “Cerca de 95% dos casos de hipertensão são considerados como hipertensão primária, ou seja, não apresentam uma causa específica identificável, tendo relação com fatores genéticos e hábitos de vida”, explica o cardiologista do Hospital Santa Paula (SP), Fabricio Borges Assami.

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Remédio ou malhação?

Entre os fatores que aumentam o risco, tanto do aparecimento quanto do agravamento da doença está a falta de atividade física. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o hipertenso pode e deve praticar atividades, as quais devem contribuir para o controle e até a remissão do quadro de pressão alta. “A recomendação é que os treinos tenham entre 30 e 60 minutos, e que somem 150 minutos semanais”, ressalta Assami. “A atividade física bem orientada e regular pode atuar na redução dos valores da pressão arterial, assim como na melhora de fatores de risco para seu agravamento, como a obesidade, diabetes e colesterol elevado”, completa o médico.

Um estudo realizado pelo Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício – Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade do Estado de Santa Catarina CEFID/UDESC – concluiu que o tratamento de hipertensão por meio do exercício físico tem um resultado idêntico ao do controle realizado por remédios. Os resultados alcançados por meio dos exercícios, inclusive, podem ser considerados ainda mais efetivos que aqueles atingidos pelos remédios se analisarmos os dados da pesquisa de doutorado em Biofísica do aluno Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo comprova que, além dos treinos de força, como musculação, serem seguros para hipertensos, a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

Escolha sua atividade

As atividades físicas contínuas, conhecidas como atividades aeróbicas, são as mais recomendadas para o controle da hipertensão. Isso engloba uma série de atividades que variam desde a zumba e dança de salão, até treinos de corrida, natação ou ciclismo. Caminhadas também estão na lista dos exercícios que podem substituir os remédios e proporcionar uma vida mais saudável.

O professor de musculação e coordenador técnico da Planet Sport Academia (SP), Marcelo Santana, ressalta que, antes de iniciar qualquer atividade física, é importante consultar um médico para acompanhamento do quadro. “Outro ponto muito importante é aferir a pressão arterial, sempre, antes de iniciar a sessão, pois é comum estar alterada antes da atividade. Praticar atividade física com a pressão elevada é um grande risco, pois permite que ela suba ainda mais correndo-se o risco de chegar até a um AVC”, esclarece.

“A musculação não só é liberada como recomendada como ganho de massa magra e redução de risco de lesões durante os esportes indicados, desde que feita de forma adequada com intensidade leve a moderada”, indica Assami.

Já alguns esportes são contraindicados para os pacientes hipertensos. Atividades de altíssima intensidade como o crossfit, o mergulho livre que exige apneia e a musculação visando grande hipertrofia são alguns exemplos que devem ser evitados, mesmo que com orientação.

Cuidado durante o treino

Santana recomenda ainda que as atividades sejam feitas com a intensidade de 60% a 80% da frequência cardíaca máxima. “O risco de desenvolver a hipertensão não está ligado, em seu surgimento, com atividade física, mas cuidados devem ser tomados”, aponta Santana. “Uma boa instrução durante o treinamento garante um cuidado que todo hipertenso deve ter: a manobra de valsalva, que é quando exalamos forçadamente o ar contra os lábios fechados e nariz tapado. Esta reação respiratória eleva os níveis pressóricos de forma desnecessária”, alerta o profissional.

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Matéria extraída da revista Viva Saúde – Ed. 70

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