Andar ou pedalar? Está na dúvida sobre qual dos dois equipamentos pode ajudar mais em seu projeto de perder peso? Veja, aqui, o que levar em conta antes de fazer a sua escolha
MARIANA VIKTOR E SHÂMIA SALEM.
Cheia de boas intenções, você pisa na academia para dar aquela arrancada
na luta contra a balança e tem de decidir: caminhar na esteira ou pedalar
na bike? Satisfação e preferência devem ser levadas em conta na hora da
escolha, mas, se está acima do peso ou muito fora de forma, considere
também o conforto e a segurança. "Num primeiro momento, a ergométrica
é mais adequada porque não causa impacto nos tornozelos, joelhos e quadris",
avalia André Macedo, personal trainer da Cia Athlética, de São Paulo (SP).
A preocupação com a comodidade é essencial - ainda mais quando a idéia
é criar gosto pelo exercício. "A esteira vira uma prática penosa para
quem tem dores nos joelhos, na coluna, nos tornozelos, nos calcanhares
ou no pescoço", esclarece o fisiologista Almeris Armiliato, da Inner Gestão
de Pessoas, em São Paulo (SP). Caso você tenha algum desses problemas,
uma boa solução é utilizar uma bicicleta horizontal com apoio para as
costas, que aumenta seu bem-estar. "Correr e caminhar pode ficar para
uma segunda etapa, quando já se ganhou algum condicionamento, e sempre
usando tênis com amortecimento no calcanhar para evitar lesões", aconselha
Macedo.
Por falar em impacto, ele merece atenção ultra-especial. É que os seios
e o bumbum balançam muito durante a corrida. Com isso, os tecidos do corpo
ficam mais elásticos, o que pode favorecer o surgimento da temida flacidez.
"É preciso, assim, usar roupas que dêem boa sustentação. Ou então manter
a opção pela bike", afirma Armiliato.

Pontos em comum
Quanto aos resultados, os dois aparelhos se assemelham: aumentam a resistência
do coração e favorecem a perda de quilos extras. Outro ponto comum é que
tanto esteiras como ergométricas estão presentes nas academias em modelos
bem modernos, que trazem informações importantes para se montar um programa
adequado. "É possível controlar a velocidade, a freqüência cardíaca, a
inclinação do terreno e a carga. Para isso, basta colocar peso e altura
no painel, selecionar a programação (básica, intermediária ou avançada)
e pernas pra que te quero!", explica André Macedo.
Engana-se, porém, quem pensa que esses equipamentos ajudam a aumentar
a musculatura. "Quem faz aeróbica intensa, quando a velocidade do aparelho
é superior a 6 km/h, tem dificuldade de adquirir massa muscular", adverte
o fisiatra José Maria Santarém, de São Paulo (SP). Portanto, se sua intenção
é esculpir o corpo, é preciso também puxar ferro, deixando a atividade
aeróbica para sessões de 30 minutos, três vezes por semana - ou, caso
queira praticar diariamente, a saída é não exceder os 5 km/h.
| Alongue-se |
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Antes
de começar o treino na bicicleta ou na esteira, é importante
aquecer os músculos para evitar lesões. Ao terminar, repita
para relaxar.
1. Em pé, joelhos
semiflexionados, toque o solo com as mãos. Mantenha-se nessa
posição por 15 a 25 segundos.
2. Sentada
sobre os tornozelos, apóie as mãos no chão, atrás das costas.
Eleve os quadris e permaneça na posição por 20 a 30 segundos.
3. Sentada,
coluna reta, abdômen contraído. Entrelace as mãos acima da
cabeça e estique os braços para cima. Fique assim por 10 segundos
e repita três vezes.
FONTE: ALONGUE-SE, DE BOB ANDERSON, SUMMUS
EDITORIAL. |
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Antes de iniciar qualquer atividade física , passe por uma
avaliação médica
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Dicas importantes
O embate entre os dois equipamentos ainda pode ser visto sob outros pontos
de vista bem interessantes:
Na esteira, usa-se mais a panturrilha,
enquanto na bicicleta é a coxa que entra em cena. Em termos de tonificação,
a bike faz um trabalho mais efetivo por causa da amplitude de movimento.
É comum pedalar com o abdômen relaxado.
Já na caminhada, as pessoas tendem a contraí-lo. Assim, fazer esteira
contribui para deixá-lo mais firme.
A mulher não corre perigo de ficar
infértil se exercitando na bicicleta. A produção dos óvulos é nos ovários,
que ficam dentro da pelve, e, por isso, a compressão com o banco não interfere
na esterilidade. Comum é sair de uma aula de spinning, por exemplo, com
a região vaginal dolorida. "Mas também não há prejuízo para a saúde",
assegura o ginecologista João Bosco Borges, de São Paulo (SP). Esse incômodo
pode ser evitado usando-se uma proteção no banco, além de bermuda ou calça
acolchoada.
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