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Emagrecimento
 
  " Fiz as pazes comigo "
Depois de várias dietas, tomar remédios e até freqüentar spas para emagrecer, a administradora de empresas Renata Margaria rendeu-se à cirurgia de redução de estômago. Eliminou 60 kg e deu um basta na obesidade

POR RENATA MENEZES

A luta contra a balança sempre foi muito presente na vida da administradora de empresas Renata Margaria, 30 anos.

Desde pequena ela sofria com o sobrepeso. “Minha primeira visita ao endocrinologista foi aos 6 anos. O médico receitou uma reeducação alimentar e pediu que minha mãe desse uma trégua a lanches, salgadinhos (de pacote), balas, suspiros, refrigerantes e outros doces que eu amava”, diz.

A menina até tentava passar alguns dias sem devorar essas delícias. Só que, longe dos olhos da mãe, sempre dava um jeito de comer seus alimentos preferidos. O problema só não ficava mais grave porque jogava vôlei, handebol, basquete, fazia natação e saltos ornamentais na escola.

“Diferentemente de todas as meninas rechonchudas, eu era bem ativa. Acho que era por isso que os meus colegas na escola não me chamavam de gorda.”

Bolas? Não resolveram!
Na adolescência, a gordura cresceu e ela foi várias vezes ao endocrinologista.

“O médico achava que eu comia por compulsão, então receitou remédios para ajudar a emagrecer”, conta. Aos 20 anos, a garota já pesava quase 95 kg. Com a medicação, conseguiu queimar cerca de 10 quilos, mas assim que parou engordou tudo de novo.

Isso virou um círculo vicioso: remédio- emagrece-engorda-remédio-emagrece- engorda. “Perdi a conta de todas as vezes que tomei. Mas fazia isso escondido. Meus pais não aceitavam de jeito nenhum. Da última vez que minha mãe achou as cartelinhas das drogas, jogou tudo no lixo”, lembra.

Spa também não deu jeito
Como o peso de Renata sempre oscilava e ela não conseguia freiar a boca nervosa, decidiu ir para um spa. Lá ela afinava! Também, pudera, a garota saiu de uma dieta de mais de 3.000 calorias para 600 calorias diárias. “A primeira vez que fui, emagreci 10 quilos em 20 dias. Meu recorde!”, fala.

Porém, alguns meses em casa foram suficientes para ela engordar tudo de novo. Ao todo, ela foi mais de três vezes para o mesmo spa. “Estava craque no funcionamento das coisas por lá. Fiz vários amigos e até ajudava os instrutores com os clientes.” Mas, sempre que voltava para casa não se mantinha magra. O efeito sanfona vencia de novo.

Emagreci e me livrei
de vestir conjuntos – “Como meu trabalho exige um certo requinte, só usava aqueles conjuntos de calça social ou pantalonas com blusa larga e o colete por cima, para ajudar a disfarçar as banhas. Joguei tudo fora”.

de ser a eterna gorda – “Trabalho como gerente de uma casa noturna e às vezes não é possível conceder cortesias. Quando isso acontecia, as pessoas gritavam aos xingos: ‘sua gorda, você não consegue nada por causa do seu tamanho’.”

das dores nas pernas – “Para completar o visual chique, eu tinha que usar salto alto. Com aquele peso todo, minhas pernas doíam tanto que no outro dia tinha que ficar sentada ou deitada para a dor passar.”

da menina simpática – “Ninguém chega para uma pessoa gorda e diz que ela tá linda. Falam sempre que é legal e simpática.”

de ser criticada ao comer sandubas – “As pessoas reparam quando um gordo come no McDonald’s e dizem: ‘Depois não sabe por que é gorda’. Hoje vou lá e como sem receber olhares estranhos.”

Saúde e alimentação: tudo desregulado A situação ficou caótica mesmo quando Renata passou no vestibular, em Minas Gerais, e resolveu deixar São Paulo para cursar a faculdade lá. Como ela morava sozinha... “Tinha preguiça de cozinhar só pra mim, então optava sempre pelo mais prático: trocava o almoço por um saco de suspiros e um refrigerante”, revela. Todas as tardes ela devorava dois sacos de suspiros com refrigerantes (nunca light), em três horas, na frente da televisão. Se não tivesse esses alimentos na dispensa, misturava leite em pó, água, achocolatado e açúcar e engolia...

“Comia tudo errado, sem ter a menor noção do que aquilo significava. Acordava à noite com fome e, se não tivesse nada para beliscar, jantava macarrão, arroz e feijão. Um absurdo!”

Como se não bastassem os péssimos hábitos alimentares, ela também teve uma doença chamada síndrome do pseudotumor cerebral, um tipo de pressão alta no líquido da coluna. “Daí fui obrigada a cortar totalmente o sal e o óleo da comida. Mas, em compensação, tomava remédio à base de cortisol, que mexia com meu sistema hormonal. Conclusão: cravei os 119 kg!”

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