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  Emagrecer brincando
Presas em casa, com poucas opções de lazer além das telas do computador e da tevê, as crianças se mexem cada vez menos. Assim, comem mais e acabam engordando. A saída para esse problema não é tão difícil como se imagina

por Fabiana Gonçalves

A obesidade infanto-juvenil duplicou entre as crianças e os adolescentes de todo o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 25% da turma entre 6 e 17 anos está obesa ou com sobrepeso. Hoje, a obesidade representa a doença nutricional mais perigosa entre os pequenos. No Brasil, não há como negar que a alimentação (ou a falta dela) vai ao extremo: da desnutrição à obesidade.

"Nos últimos 20 anos houve um incremento da doença em todas as idades, inclusive entre as crianças, em razão da mudança no estilo de vida", afirma Durval Damiani, chefe da Unidade de Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança, do HC, de São Paulo. "A violência urbana prende os baixinhos em casa e, assim, eles ficam mais horas na frente da tevê e do computador. Nas escolas, não há mais aulas de educação física, nem recreação que faça os alunos pularem, queimar calorias. Em casa, a qualidade da alimentação só piorou", constata o médico. "O aumento do consumo de produtos industrializados, gostosos e práticos, porém ricos em calorias vazias (as frituras, os alimentos feitos com farinhas brancas, as guloseimas, os refrigerantes tradicionais, etc.), e outros fatores têm levado a população brasileira a engordar assustadoramente. E as crianças acompanham essa triste realidade", lamenta a endocrinologista Zuleika Salles Cozzi Halpern, de São Paulo, do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

Uma pena: de acordo com a OMS, a dieta média das crianças brasileiras inclui, hoje, cinco vezes mais biscoitos e refrigerantes que nos anos 70. O consumo da bebida é de 66 litros por ano, por pessoa, o que dá - pode assustar -- 6 quilos de açúcar para cada uma. O problema não pára por aí. Um estudo entre crianças no Rio de Janeiro mostrou que 60% dos meninos e 78% das meninas não fazem nenhum tipo de brincadeira que envolva movimento. A Associação Americana de Cardiologia recomenda que cada um tenha, pelo menos, uma hora de atividade física por dia. Qualquer brincadeira em que o corpo se mexa livremente.

Para a endocrinologista Zuleika Halpern, tanto na prevenção como no combate ao sobrepeso e à obesidade de grau leve, é fundamental que a família mude seus hábitos. Segundo ela, a criança não precisa ser submetida a nenhuma dieta, quando os pais fazem o seguinte:

 oferecem um cardápio mais saudável, com cereais integrais, verduras e legumes;
 retiram do cotidiano os doces, os refrigerantes e os sucos, mesmo light;
 incluem porções de frutas.

"Só isso já torna possível a perda de peso na família inteira", considera a médica. "Em casos graves (obesidade), é preciso acompanhamento com uma equipe multidisciplinar, que inclua pediatra, endocrinologista, nutricionista, professor de educação física e psicólogo, para combater as razões que levam à compulsão e de maneira adequada", orienta Durval Damiani, que acompanha 300 crianças e adolescentes obesos no Instituto da Criança de São Paulo. "Até porque cuidar não significa obter cura imediata. A taxa de sucesso no tratamento da obesidade infantil ainda é baixa - entre 20% e 30%. O processo é longo (os efeitos só aparecem depois de uns seis meses), difícil, caro e exige empenho. Se a família não se envolve, as crianças não atingem bons resultados", diz .

Preocupadas com a mudança de hábitos alimentares, algumas empresas vêm modificando a formulação de seus produtos. Oferecem itens mais saudáveis aos baixinhos, incluindo cereais integrais, diminuem a concentração de sódio, açúcar, gordura ou até trocam versões fritas por assadas. Confira, a seguir.

Achocolatados, leites fermentados, queijinhos e sucos

1. Queijo Petit Suisse Danoninho Morango e Banana com Aveia. Voltado para crianças entre 4 e 6 anos, cada porção de 90 g (2 potes) tem apenas 6% das necessidade diárias de açúcar e 108 calorias. R$4, a embalagem de 360 g.
2. Leite Fermentado Batavito, Batavo: tem sabor de frutas cítricas e Lactobacillus casei, que auxiliam no bom funcionamento da flora intestinal da criança. A caixinha de 80 g tem 51 calorias. R$ 1,50, com três unidades
3. Naturis Soja Chocolate Batavo. Sem lactose, sem colesterol e 100% vegetal. A embalagem de 200 ml tem 134 calorias. R$ 1,40
4. Toddy 3 em 1: é a combinação de Toddy + aveia+ fruta que resulta em um achocolatado vitaminado com a nutrição do cereal. Duas colheres de sopa (20 g) tem 75 calorias. R$ 4
5. Queijo Petit Suisse com Polpa de Morango Ninho Soleil, Nestlé. Baixo teor de gordura, com polpa de fruta. Sem corantes artificiais. 51 cal. O pote de 40 g tem 51 calorias. R$ 3,70, a embalagem com 8 unidades.

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